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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ASinda sem Titulo 3º parte


(continuação) 3º parte

"Deitou-me na cama. O ninho de amor onde tantas vezes nos amámos daquela e de outras maneiras. O ninho de amor de onde eu queria fugir, mas ele não ia deixar, já tinha dado para perceber.
Cheio de paixão e desejo, senti-o encaixar-se em mim, num encaixe perfeito, onde o meu corpo arqueado facilitava o contacto com o dele.
Um contacto que eu tanto desejava, sempre que me entregava naqueles braços fortes e meigos, daquele homem que tanto me amava e me fazia sentir a mulher mais desejada e completa do mundo.
Que dança maravilhosa, que vibração ganharam os nossos corpos naqueles instantes que nem as palavras conseguem descrever.
Depois de uma entrega mútua, alucinante e ardente, senti o corpo dele cansado desvanecer-se em cima do meu e enroscar-me num abraço forte e molhado, decidido a não me deixar nunca fugir. Daqueles a que é impossível resistir.
Olhámo-nos e conversámos sem falar durante uns minutos, onde cada palpitação falava por nós.
- Ainda te queres despedir meu amor? Ainda queres fugir assim de mim? Nós vamos ser para sempre um do outro. Quero-te agora e sempre meu doce - Disse baixinho ao meu ouvido, com a voz ofegante e cansada, o corpo completamente transpirado e um olhar completamente apaixonado, de quem queria tudo menos perder-me.
Não consegui responder. Deixei apenas correr uma lágrima pela minha face, abracei-o com muita, muita força nos meus braços para o fazer sentir mais uma vez que o amo tanto a ele como ele a mim, que é único e continuará a ser.
Apoderou-se de mim a certeza que aconteça o que acontecer, fugir dele e dali, não era a melhor solução. Muito menos afastarmo-nos, pois esse não era, nem o meu desejo, nem o dele.
Mais uma vez tinha conseguido fazer-me querer ficar e nem foi preciso esforçar-se muito, porque eu já queria mais que ele.
Permaneci ali, olhei-o nos olhos, beijei-o demoradamente, carinhosamente, enquanto lhe afagava o cabelo docemente e em silêncio ficámos ali, juntos até adormecer, na esperança de que ao acordar, continuássemos com a certeza de que, apesar da dura distância que vai estar sempre presente, enquanto ele estiver ausente, possamos ao longo do tempo continuarmo-nos a amar…"

Susana Bastos
Excerto inédito, de uma das minhas obras, a publicar em 2016
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