(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ser feliz...


Quem mal tudo interpreta
Nunca na vida desperta
Engana-se simplesmente
Arruinando a sua mente
Põe todos no mesmo saco
Navega sempre no mesmo barco
Viaja sempre torto
Sem nunca chegar a bom porto
Vive a vida, desconfiado
Com um comportamento inapropriado
Vive a vida a sofrer
Por desistir do que está a querer
Sem certezas e emoção
Com medo e na solidão
Vive a vida carente
Por nunca saber o que sente
Se não viver de corpo e alma
Se em si não cultivar a calma
Nunca entrega o coração
Para a verdadeira paixão
Se não reconhecer o amor
Com medo de sentir dor
Jamais terá o que sempre quis
Jamais conseguirá ser feliz…

Susana Bastos
01 de Julho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

Esperança perdida


Esperança perdida
Por uma paixão antiga
Não deixa o sol brilhar
Não deixa viver e sonhar
É desilusão carregada de dor
Por ter perdido um amor
Memória que não passa
Sofrimento que arrasa…
Esperança perdida
Não deixa ser feliz
Nem um novo amor entrar
Não deixa a paixão voltar
E ter o que sempre se quis
Paixão é loucura
Loucura que faz vibrar
Esperança perdida
Não deixa o sol brilhar
Não deixa voltar a amar…

Susana Bastos
26 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

Almas entrelaçadas


Almas entrelaçadas
Felizes e realizadas
São almas puras
Que trocam promessas 
Que cumprem juras
Almas que se amam
E de nada duvidam
Que nunca reclamam
E no amor acreditam
Almas entrelaçadas
Não se sentem desgraçadas
Muito menos mal-amadas
São almas agradecidas
Pelas bênçãos recebidas
Que gostam de valorizar
O quanto se estão a amar
Almas que se entendem
Que falam
E se compreendem
Almas entrelaçadas
Sentem-se desejadas
Não tem medo de viver
Não tem medo de sofrer
Na certeza de que juntas
Todas as suas perguntas
Tem respostas seguras
Pelo amor sentido
Pelo amor vivido…

Susana Bastos
25 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

Já não te quero, mas quero-te tanto...


Entrelaça-me
Beija-me e abraça-me
Gosto do teu jeito de amar
O teu toque faz-me delirar
Gosto do teu corpo junto ao meu
Do meu corpo a sentir o teu
Não há mais ninguém
Com quem eu queira estar
Não há mais ninguém
Com quem eu queira ficar
Entrelaça-me
Beija-me e abraça-me
Se me queres eu também te quero
Se me rejeitas eu rejeito também
Se vens eu estou aqui
Se não vens eu também não vou ai
E ficamos assim
Na tristeza de um fim
Na saudade
De um sentimento de verdade
Entrelaça-me
Beija-me e abraça-me
Mas se não queres
Se nada disseres
Eu também já não te quero
Mas no fundo eu quero-te tanto…

Susana Bastos
24 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor

...



Quem não sabe ler um olhar
Apenas se está enganar
Nada da vida entende
Não sabe ler gente...

Susana Bastos 
23 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

SAUDADES...


Saudades de ti…
Saudades de tudo em ti.
Saudades do teu olhar, do teu sorriso, da tua voz, da tua Luz…
De ouvir o toque do telemóvel só para me dizeres bom dia e acabarmos horas a conversar sem parar, de coisas sérias, de coisas banais, que transformavam momentos normais em momentos fenomenais.
Saudades dos instantes em que pensava que não íamos mais falar e de repente lá estava a gente mais umas horas a conversar até à hora de deitar.
Saudades de brincar, de sorrir e de dançar.
Saudades de beijar e de contigo ficar enroscada naqueles momentos, naqueles instantes de corpo e alma, que tanto me traziam calma.
Momentos de Luz que se tornaram a minha cruz, por não te poder ter, sempre que sinto falta de te tocar, de te ouvir, de te olhar.
Saudades de te ouvir perguntar, se estou bem, o que fiz ou o que vou fazer. De saber do teu dia, de te ouvir trabalhar, de ficar simplesmente aqui a escutar o teu falar.
Saudades de dizer que gosto de ti, de te ouvir dizer que gostas de mim.
Saudade das saudades que tinhas minhas. Daquele tempo em que não saía do teu pensamento, nem tu do meu. Quer dizer do meu tu continuas a permanecer a todos as horas do dia, com a mesma alegria, só porque não te esqueci, só porque gosto muito de ti e sinto falta de te ter aqui ao pé de mim…
Há tanta coisa que nunca te direi e que para mim guardei, porque pensei que te conseguia em pouco tempo esquecer, mas percebi que jamais te esquecerei, porque infelizmente não te consigo entender, muito menos consigo saber de onde vem este meu querer.
No meio deste silêncio ensurdecedor, resta as saudades de ti…

Susana Bastos
19 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

Abracei-te...


Como tantas vezes faço, fui ao campo, ver de perto a beleza da Natureza na sua forma mais pura. Contemplei e observei mais uma vez, cada pormenor com o amor e admiração que merece a mais bela obra do Universo que o Ser tanto insiste em destruir.

Cheguei, sentei e chorei…
Como é bom chorar e dentro de nós limpar, tudo o que dentro de nós não pode ficar.
Levantei-me, abracei-te e gritei tudo o que me ia na alma, até sentir dentro de mim a calma que preciso para poder continuar a caminhar.
É…!!! Abracei-te. Senti-te. Senti a tua energia.
Aprendi com um amigo que se fosse falar contigo, ficaria tudo mais fácil.
Gosto de te tocar, fechar os olhos e imaginar tudo o que a minha mente precisar, para com a tua energia se curar.
Fiquei contigo horas a desabafar, contei-te tudo o que havia para contar e ao pé de ti consegui meditar, até a mente me mostrar no que devo acreditar e em quem posso confiar.
Contigo percebi, como é bom tudo e a todos perdoar.
Fiquei contigo horas a perguntar o que fazer para não sofrer pelo que o meu coração está a querer e só tenho que agradecer por me teres ajudado a resolver.
Esta calma, que agora me invade a alma, deu-me a certeza que não devo desistir nunca de nada do que estou a sentir e deu-me forças para continuar, para deixar apenas fluir o que acontece neste meu existir, sem nunca de nada pensar em fugir.
Cada tronco velho teu é uma história minha, que como tu mantenho comigo, sem o conseguir arrancar, pura e simplesmente porque faz parte da história da gente.
Mas tal como tu, tenho o privilégio de troncos novos no tempo nascerem e trazerem consigo novas folhas, novos frutos, que tal como tu alimento através do que sou, através das minhas raízes.
Troncos que se mantém vivos e em mim querem ficar, troncos que apodrecem porque de mim não se sabem alimentar, para se manterem e poderem ficar.
Mas todos fazem parte do nosso crescimento, da nossa evolução e da nossa existência.
Respirei mais uma vez o ar que te rodeia. Senti mais uma vez a tua energia ao tocar-te de novo e com um último abraço de agradecimento despedi-me de ti, por agora, na certeza de que aqui vou voltar muitas vezes para contigo de novo desabafar.
És a árvore mais linda do mundo e agora a minha árvore também.
Guardas contigo tudo o que sinto, tudo o que penso e tudo o que sou e sei que jamais me irás abandonar ou trair…
Eu sei que também me amas…!!!

Susana Bastos
16 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

Amizade é força... Amor é poder...


A amizade tal como o amor são uma arte que nem todos conseguem praticar…

Amizade é força, amor é poder…
É respirar o ar doce em suas sublimes imensidões. Entender que o Ser passa por muitas dimensões e que a vida traz muitas e muitas lições.
É o impetuoso vento que se erga tocando folha a folha, na tentativa de as derrubar, sem quase nenhumas conseguir danificar, mesmo quando o Inverno e o Outono começam a chegar.
É a força das chuvas, tocando o som dos trovões, durante as tempestades mais duras, na certeza que a força da amizade e o poder do amor, logo fazem desaparecer a dor, trazendo o sol e o calor, a qualquer relação com valor que queira seguir com energia o seu caminho para um novo dia.
É saber que na Natureza tudo é perfeito, mesmo o seu maior defeito.
Que o Outono abala a folha, que o Inverno provoca a nudez da árvore.
Mas que a força de cada raiz e o poder do sol, devolvem cada folha mais forte e renascida, numa paisagem de Primavera florida, para com muita vida dar de forma sentida a alegria merecida, a um verão cheio de amizade e amor em cada novo dia.
A seguir a qualquer tempestade chega sempre a bonança, quando o Ser com paciência e segurança, acredita, confia e não se deixa levar pela desesperança.
Quando o Ser não esquece, que a sua nudez aparente quando se encontra triste e carente, é uma forma decente que o Universo tem de dizer para a gente, que nossas raízes são permanentes, que somos seres únicos e diferentes…
Que se cada Ser fizer por ter aquilo que sempre quis, com toda a certeza vai ser muito feliz…

Susana Bastos
16 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)