(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pegadas da Alma…



Tudo o que nos tira a calma são as pegadas da alma…
Cicatrizes que não deixam esquecer, tudo o que já nos fez sofrer.
Pensamentos que arrastamos, que comandam a forma como nos comportamos e por medo nos faz fugir de tudo o que queremos, de tudo o que estamos a sentir.
Pegadas impressas que jamais desaparecem, umas saradas, outras ainda de compressas, são feridas abertas, depois de tantas vivências, de tantas conversas.
Feridas que não deixamos sarar, como se nos tivéssemos a condenar, para não voltar a errar ou somente para não deixar que nos voltem a magoar.
Pegadas da alma que não nos deixam voltar a amar…
Caminhamos sem discernimento, sem bom senso no pensamento, sem saber o que fazer, o que sentir e como agir.
Caminhamos na incerteza de que nunca podemos ter a certeza se cada escolha é a correcta, se cada atitude deve ser discreta para não demonstrar o quanto estamos a gostar.
Caminhamos sem saber bem para onde, sem saber bem o que querer, apenas sabemos que temos medo de voltar a sofrer, por não saber mais em quem poder confiar ou se valerá a pena voltar a amar.
Apenas sentimos que as pegadas impressas na alma são de tal forma indestrutíveis, são mágoas tão fortes e terríveis, que na vida outros amores serão impossíveis e deixamos que esses pensamentos destruam o nosso presente em prol de um passado que já passou e vivemos com medo de um futuro que pode ser duro, sem pôr sequer a hipótese que tudo pode ser diferente, que podemos viver a vida da gente de forma alegre e decente, sem precisar viver infeliz e carente.
As pegadas da alma que nos tiram hoje a calma, foram apenas experiências vividas, que nos fizeram em tempos felizes de forma sentida, foram apenas lições de vida para a alma crescer e continuar a experienciar sem medo de viver o que na vida aparecer e o coração reconhecer como aquilo que está a querer…
O coração encontra um novo sentido, encontra as novas pegadas que a alma quer caminhar, junto de quem está a amar e não deve ser o Ser a travar, muito menos a se bloquear para não as experienciar…
Cada experiência, seja de amizade, seja de amor, tem no caminhar da vida as suas próprias pegadas e em nada têm que ser iguais às pegadas impressas na alma por experiências anteriores…

Susana Bastos
15 de Junho de 2015
(Todos os direitos reservados ao abrigo do código de autor)

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