segunda-feira, 22 de agosto de 2016

És como a Lua...


A noite cai e apenas me resta a companhia da Lua, o brilho das estrelas que não me preenchem quando a saudade aperta.
Luto, luto num silêncio forçado, num silêncio que dói, num silêncio que me massacra de recordações.
É verdade que são essas mesmas recordações que também me dão alento, que me fazem recordar momentos inesquecíveis, momentos que podem não mais voltar, momentos que anseio pelo seu regresso, quando no fundo também sei, que nem sequer devo ansiá-los, continuar a sonhá-los.
A noite cai e apenas me resta a companhia da Lua, o brilho das estrelas e finalmente percebo, que afinal tu és como a Lua…
És como a Lua porque vives por fases.  As tuas fases são rápidas, as tuas fases são transitórias, as tuas fases são surpreendentes. Tanto me envolvem, como me rejeitam, o que faz da minha vida, um vai e vem de emoções.
Um querer-te e não te querer, o amar-te e não te poder amar, o desejar-te e não te poder ter. Fugir de ti e procurar-te…
Porque tal como a Lua,  chegas de mansinho,  misterioso por te entregar, mas partes bruscamente, como um animal assustado depois de acordar…



Susana Bastos

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