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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Medo...


Medo...
O medo derruba, assusta e corroí. O medo cresce na mente, quando não se controla o pensamento, e se transmite no que se sente.
O medo leva o que o Universo traz e faz desconfiar da paz.
O medo cresce sem parar quando se está a viver, quando se está a amar.
O medo teima em persistir, faz o ser desistir.
O medo. O medo. Sempre o medo…!
O medo desenvolve e sempre envolve quem não consegue parar de ter medo. 
Mas não há nada pior que ter medo de ter medo...
Não há nada pior que não conseguir lutar contra o medo, porque tem medo que o medo esteja certo. Só que o medo é algo incerto...
É um pensamento que traz sofrimento se não for eliminado pelo querer do ser, em viver sem medo. 
Que falta faz o medo…? 
Que adianta ter medo…?
Se mesmo com medo o ser não deixa de pensar, querer, sentir e amar.
Se mesmo com medo vai ter que passar, pelo que a vida tem para lhe dar. 
Então de nada vale o medo, a não ser para adiar a hora de enfrentar o que a vida está a dar. 
Medo atrasa, arrasa e rouba sonhos.
Medo traz pavor, que é o medo de enfrentar a dor.
Medo é receio. Receio traz um alerta que em nada o ser desperta.
Medo não faz lutar, apenas faz o ser fugir do que tem de viver, do que está a sentir.
Medo é contra natura, porque medo é ego que foge da essência, que destrói a paciência, que rouba a alegria de viver cada dia com a paixão pedida pela alma, sentida pelo coração.

Susana Bastos 
7 de Dezembro de 2014 
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